As origens do Shar Pei
são muito antigas. Foram encontradas estatuetas de
cerâmica datadas da dinastia Han (206 a. c.) que
representam exemplares desta raça. Nessa época, não
era nenhum cão de luxo, não passava de um pobre
vagabundo. Mais tarde, serviu de guarda nos templos
e foi venerado. Noutra ordem de coisas, trabalhou
também como cão de caça, sendo muito apreciado, pois
é um tenaz caçador de javalis, por esta razão é que
já foi aparentado, erradamente, com o Boxer.
Vários séculos mais tarde, o Shar Pei foi treinado
para entrar em lutas de cães. Tem todas as
características para isso: tamanho médio, mandíbulas
armadas de colmilhos muito curvados, uma pele grossa
e enrugada, orelhas muito curtas ( e por isso
difícil de filar) e a cauda erguida muito alto (
evitando assim as mordidelas nessa zona).
Quando o comunismo chegou á China, o Shar Pei perdeu
o seu prestigio e, como todos os seus congéneres,
foi considerado pela autoridade central de Pequim,
um objecto de luxo, supérfluo e decadente, que
deveria ser eliminado.
Nos anos sessenta foram exportados alguns exemplares
para Hong Kong, tendo dois habitantes desta cidade
publicado uma carta na revista norte Americana Dog,
fazendo um apelo que teve o efeito de uma bomba. Dos
Estados Unidos vieram mais de duzentos pedidos de
cachorros. Os autores da carta foram então pelas
aldeias chinesas à procura de exemplares de Shar Pei.